{"id":106,"date":"2018-03-12T08:00:00","date_gmt":"2018-03-12T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/?p=106"},"modified":"2026-03-26T16:53:47","modified_gmt":"2026-03-26T19:53:47","slug":"em-participacao-no-fama-ceas-expoe-luta-em-defesa-do-rio-pardo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/index.php\/2018\/03\/12\/em-participacao-no-fama-ceas-expoe-luta-em-defesa-do-rio-pardo\/","title":{"rendered":"Em participa\u00e7\u00e3o no FAMA, CEAS exp\u00f5e luta em defesa do Rio Pardo"},"content":{"rendered":"\n<p>O segundo dia do F\u00f3rum Alternativo Mundial da \u00c1gua (FAMA) &#8211; 2018 contou com uma vasta programa\u00e7\u00e3o e representa\u00e7\u00f5es de diversos pa\u00edses de todos os continentes. Realizada na Universidade de Bras\u00edlia, as discuss\u00f5es perpassaram pela quest\u00e3o dos recursos h\u00eddricos numa perspectiva global, mas tamb\u00e9m trouxe situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas das bacias hidrogr\u00e1ficas.<\/p>\n\n\n\n<p>O CEAS pode participar de dois espa\u00e7os durante este dia. A primeira atividade sobre minera\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina contou com companheiros da Col\u00f4mbia, Honduras e Guatemala, que expuseram situa\u00e7\u00f5es muito semelhantes com o que acontece no Brasil devido \u00e0 explora\u00e7\u00e3o mineral feita por grandes multinacionais e corpora\u00e7\u00f5es, a exemplo das experi\u00eancias do Vale do Rio Doce no Esp\u00edrito Santo e a recente exposi\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o provocada pela explora\u00e7\u00e3o de bauxita na regi\u00e3o de Barcarena no Par\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda atividade que o CEAS esteve foi um di\u00e1logo sobre o estresse h\u00eddrico, organizada pela HEKS e FAO, na qual foi apresentada uma pesquisa desenvolvida pela Universidade T\u00e9cnica de Berlim, envolvendo o uso da \u00e1gua demandada pelos produtos importados pela Uni\u00e3o Europ\u00e9ia. Nessa pesquisa foi apresentada um recorte sobre a origem de produtos, destacando estados brasileiros. O caso da Bahia foi enfatizado por conta da quantidade de agua usada na produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9, especialmente no vale do Rio Pardo, regi\u00e3o que o CEAS atua. A partir dessa pesquisa, chegou-se a conclus\u00e3o que para produ\u00e7\u00e3o de uma x\u00edcara de caf\u00e9 s\u00e3o necess\u00e1rios 130 litros de \u00e1gua, recurso que falta para a popula\u00e7\u00e3o ribeirinha, pois est\u00e1 aprisionado pelos irrigantes para produ\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 para exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalta-se o fato de que a discuss\u00e3o sobre a \u00e1gua na produ\u00e7\u00e3o para agroexporta\u00e7\u00e3o precisa estar contextualizada em uma dimens\u00e3o sist\u00eamica, ou seja, o recurso usado para atender um modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista, voltada ao lucro, e n\u00e3o para a alimenta\u00e7\u00e3o que atenda \u00e0s necessidades humanas. Nesse sentido, \u00e9 preciso ter em conta as rela\u00e7\u00f5es conflituosas entre os usu\u00e1rios da \u00e1gua para irriga\u00e7\u00e3o e do campensinato, ribeirinhos, trabalhadores\/as do campo em geral, que v\u00eaem a \u00e1gua como fonte de vida, como fonte de renova\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio ciclo natural. Portanto, o debate em torno dessa tem\u00e1tica tem que contemplar a produ\u00e7\u00e3o dos sujeitos coletivos que v\u00e3o contestar o uso mercantil, do contr\u00e1rio, n\u00e3o passar\u00e1 de mera discuss\u00e3o acad\u00eamica, sem efeitos sociais concretos.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi nessa perspectiva que o CEAS apresentou a pesquisa, que realiza junto com a UFBA, apoiada pela HEKS, sobre a bacia do Rio Pardo, com o objetivo de subsidiar as comunidades ribeirinhas para esse enfrentamento. A pesquisa j\u00e1 aponta dados interessantes, como por exemplo, apenas 131 irrigantes se apropriam de cerca de 90% de toda \u00e1gua do rio, destinando 160 trilh\u00f5es de litros para irrigar 20 mil hectares de caf\u00e9, quando eles tem outorga para usar apenas metade desse montante.<\/p>\n\n\n\n<p>Em suma, a \u00e1gua est\u00e1 sendo sequestrada por uma pequena parte de empresas capitalistas deixando desabastecida cidades inteiras \u00e0 margem do rio pardo, como \u00e9 o caso do distrito Machado Mineiro e dos munic\u00edpios de Encruzilhada, Itamb\u00e9 e C\u00e2ndido Sales.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O segundo dia do F\u00f3rum Alternativo Mundial da \u00c1gua (FAMA) &#8211; 2018 contou com uma vasta programa\u00e7\u00e3o e representa\u00e7\u00f5es de diversos pa\u00edses de todos os continentes. 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