{"id":263,"date":"2023-05-02T00:04:00","date_gmt":"2023-05-02T03:04:00","guid":{"rendered":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/?p=263"},"modified":"2026-03-26T16:53:25","modified_gmt":"2026-03-26T19:53:25","slug":"jovens-da-bahia-e-minas-gerais-debatem-desafios-para-a-defesa-da-bacia-do-rio-pardo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/index.php\/2023\/05\/02\/jovens-da-bahia-e-minas-gerais-debatem-desafios-para-a-defesa-da-bacia-do-rio-pardo\/","title":{"rendered":"Jovens da Bahia e Minas Gerais debatem desafios para a defesa da Bacia do Rio Pardo"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1067\" height=\"800\" src=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2023-04-23-at-19.02.12-1067x800-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-264\" srcset=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2023-04-23-at-19.02.12-1067x800-1.jpeg 1067w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2023-04-23-at-19.02.12-1067x800-1-300x225.jpeg 300w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2023-04-23-at-19.02.12-1067x800-1-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2023-04-23-at-19.02.12-1067x800-1-768x576.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1067px) 100vw, 1067px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Entre os dias 21 e 23 de abril, a articula\u00e7\u00e3o Bahia \u2013 Minas em torno da defesa da Bacia Hidrogr\u00e1fica do Rio Pardo realizou o primeiro Interc\u00e2mbio de Forma\u00e7\u00e3o de Jovens do Rio Pardo na comunidade de Atalaia, em Canavieiras (Bahia). O encontro, realizado no territ\u00f3rio de unidade de preserva\u00e7\u00e3o dos povos tradicionais pesqueiros e da agrobiodiversidade marinha na Reserva Extrativista Resex-Canavieira, teve como objetivo fortalecer a compreens\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o dos jovens dos territ\u00f3rios em torno da bacia do Rio Pardo com rela\u00e7\u00e3o aos desafios da regi\u00e3o, marcada por diversos conflitos ambientais e disputas com o agroneg\u00f3cio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A atividade foi articulada e apoiada pelo Centro de Estudos e A\u00e7\u00e3o Social-CEAS; Associa\u00e7\u00e3o M\u00e3e dos Extrativistas da Resex de Canavieiras \u2013 AMEX; Associa\u00e7\u00e3o dos Pescadores, Marisqueiros e Moradores de Comunidade de Atalaia \u2013 APEMA; Comiss\u00e3o Pastoral da Terra-CPT; Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas-CAA; e pelo Movimento Estadual dos Trabalhadores Assentados Acampados e Quilombolas- CETA.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1067\" height=\"800\" src=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2023-04-23-at-19.14.03-1067x800-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-265\" srcset=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2023-04-23-at-19.14.03-1067x800-1.jpeg 1067w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2023-04-23-at-19.14.03-1067x800-1-300x225.jpeg 300w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2023-04-23-at-19.14.03-1067x800-1-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2023-04-23-at-19.14.03-1067x800-1-768x576.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1067px) 100vw, 1067px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Luta coletiva em defesa do rio e da vida<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O interc\u00e2mbio contou com cerca de 25 jovens do m\u00e9dio e baixo Rio Pardo, dentre eles camponeses de comunidades ligadas \u00e0 agricultura familiar, povos e comunidades tradicionais e de reforma agr\u00e1ria, pesqueiros, marisqueiros e que est\u00e3o organizados em movimentos sociais, associa\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias e coletivos de cultura e de jovens. Em comum, eles trazem hist\u00f3rias de luta relacionados aos conflitos sobre a gest\u00e3o das \u00e1guas da bacia e o desejo de fortalecer essa resist\u00eancia de forma coletiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 preciso lutar contra um inimigo nosso em comum, o capital\u201d, sintetiza a jovem Bruna, da comunidade de Cachoeira I, em Ribeir\u00e3o do Largo. \u201cPorque ele \u00e9 o respons\u00e1vel pelos conflitos em torno do Rio Pardo, se n\u00e3o, n\u00e3o iremos conseguir barrar os que causam a morte do Rio e nem conseguir cuidar das \u00e1reas j\u00e1 preservadas\u201d, completa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre os conflitos na regi\u00e3o da bacia apontados pelo grupo na forma\u00e7\u00e3o, a irriga\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 \u00e9 um dos desafios centrais. De acordo com a cartilha \u201cGest\u00e3o da \u00c1gua do Rio Pardo\u201d, elaborada pelo CEAS, pela Articula\u00e7\u00e3o Bahia-Minas em defesa do Rio Pardo e pelo Observat\u00f3rio Rio Pardo Vivo e Corrente, a irriga\u00e7\u00e3o consome cerca de 89,52% do volume das \u00e1guas outorgadas; apenas 8,7% do volume vai para abastecimento humano e 0,5% para esgotamento sanit\u00e1rio. Nesse sentido, a luta contra a expropria\u00e7\u00e3o e apropria\u00e7\u00e3o das \u00e1guas do Rio Pardo \u00e9 uma quest\u00e3o fundamental para a sobreviv\u00eancia do meio ambiente e dos povos e comunidades que dependem direta ou indiretamente das \u00e1guas do rio.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1067\" height=\"800\" src=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2023-04-27-at-16.13.01-1-1067x800-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-266\" srcset=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2023-04-27-at-16.13.01-1-1067x800-1.jpeg 1067w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2023-04-27-at-16.13.01-1-1067x800-1-300x225.jpeg 300w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2023-04-27-at-16.13.01-1-1067x800-1-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2023-04-27-at-16.13.01-1-1067x800-1-768x576.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1067px) 100vw, 1067px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos debates, os jovens tamb\u00e9m realizaram uma viv\u00eancia na comunidade de Campinhos, cujo percurso foi feito de barco em mar aberto. Visitando uma parte dos quase 100 mil hectares do territ\u00f3rio, o grupo p\u00f4de experienciar um pouco do que \u00e9 a sobreviv\u00eancia do povo pesqueiro e marisqueiro da Resex de Canavieira, que resiste no territ\u00f3rio h\u00e1 mais de 400 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao fim do encontro, os jovens elaboraram um planejamento destacando diversas lutas e a\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para o pr\u00f3ximo per\u00edodo. Com muita firmeza e disposi\u00e7\u00e3o, o grupo finalizou a atividade com a certeza da necessidade de seguirem juntos e articulados. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio intercambiar os saberes para nos redescobrirmos. Aqui, as \u00e1guas do Pardo \u00e9 nosso elemento de interconex\u00e3o com o divino e com o pr\u00f3ximo, por isso devemos ter clareza do nosso estado de perman\u00eancia e de onde estamos\u201d, sintetiza Clodoaldo Silva, assessor do CEAS e militante do CETA Sul, sistematizando a discuss\u00e3o do grupo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre os dias 21 e 23 de abril, a articula\u00e7\u00e3o Bahia \u2013 Minas em torno da defesa da Bacia Hidrogr\u00e1fica do Rio Pardo realizou o primeiro Interc\u00e2mbio de Forma\u00e7\u00e3o de Jovens do Rio Pardo na comunidade de Atalaia, em Canavieiras (Bahia). 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