{"id":268,"date":"2023-05-09T00:08:00","date_gmt":"2023-05-09T03:08:00","guid":{"rendered":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/?p=268"},"modified":"2026-03-26T16:51:20","modified_gmt":"2026-03-26T19:51:20","slug":"mulheres-pelo-rio-pardo-a-luta-das-militantes-que-atuam-na-regiao-media-da-bacia-hidrografica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/index.php\/2023\/05\/09\/mulheres-pelo-rio-pardo-a-luta-das-militantes-que-atuam-na-regiao-media-da-bacia-hidrografica\/","title":{"rendered":"Mulheres pelo Rio Pardo: A luta das militantes que atuam na regi\u00e3o m\u00e9dia da bacia hidrogr\u00e1fica"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Exerc\u00edcio da participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e enfrentamento do machismo s\u00e3o alguns dos desafios daquelas que est\u00e3o em luta permanente em defesa do Rio Pardo<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1032\" height=\"581\" src=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image14.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-269\" srcset=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image14.jpg 1032w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image14-300x169.jpg 300w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image14-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image14-768x432.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1032px) 100vw, 1032px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A regi\u00e3o m\u00e9dia da Bacia Hidrogr\u00e1fica do Rio Pardo (BHRP) fica localizada entre o munic\u00edpio mineiro de \u00c1guas Vermelhas a partir da barragem at\u00e9 o munic\u00edpio de Itapetinga (BA), passando por C\u00e2ndido Sales, Encruzilhada, Vit\u00f3ria da Conquista e Itamb\u00e9. Ao todo, a BHRP transp\u00f5e 37 munic\u00edpios e percorre 782 km da nascente \u00e0 foz.<\/p>\n\n\n\n<p>Marcada por conflitos socioambientais, a regi\u00e3o m\u00e9dia da bacia sofre o impacto do clima semi\u00e1rido, presen\u00e7a de monoculturas irrigadas e aus\u00eancia de pol\u00edtica de saneamento b\u00e1sico. \u00c9 nesta realidade que mulheres lutadoras atuam atrav\u00e9s dos movimentos sociais e entidades que defendem pautas como a agricultura familiar, inclus\u00e3o produtiva, \u00e1gua como bem comum, meio ambiente e os direitos da trabalhadora e do trabalhador. Elas atuam em espa\u00e7os de permanente di\u00e1logo com a sociedade, como associa\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias, sindicatos, pastorais e organiza\u00e7\u00f5es voltadas ao desenvolvimento social.<\/p>\n\n\n\n<p>Telma Santos Amorim, agricultora familiar de 46 anos, atua desde 2003 no Sindicato dos Trabalhadores&nbsp; Rurais (STR) de C\u00e2ndido Sales, na Bahia. Atualmente, ela \u00e9 presidente da entidade e tamb\u00e9m coordena a associa\u00e7\u00e3o da comunidade rural do Boi Bravo, povoado onde possui uma propriedade familiar e passa parte do seu tempo com seus pais idosos. L\u00e1, Telma tamb\u00e9m coordena a Comunidade Eclesial de Base (CEB). Com tantas atividades, equilibrar as demandas \u00e9 um desafio para a agricultora:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;\u201cSer m\u00e3e de fam\u00edlia, dona de casa e dirigente de movimentos sociais n\u00e3o \u00e9 brincadeira, \u00e9 um desafio grande porque a gente precisa dar um pouquinho de aten\u00e7\u00e3o em cada lugar\u201d, explica Telma.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1067\" height=\"800\" src=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image1-1067x800-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-270\" srcset=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image1-1067x800-1.jpg 1067w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image1-1067x800-1-300x225.jpg 300w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image1-1067x800-1-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image1-1067x800-1-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1067px) 100vw, 1067px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Telma Santos Amorim \u2013 Audi\u00eancia P\u00fablica na C\u00e2mara de Vereadores sobre a crise h\u00eddrica em C\u00e2ndido Sales \u2013 BA \/ Foto \u2013 N\u00facleo de Comunica\u00e7\u00e3o ARP &nbsp;<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Machismo dentro e fora da pol\u00edtica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Telma afirma que, infelizmente, ainda existe machismo nos espa\u00e7os de luta. Para ela, \u00e0s vezes parece que alguns companheiros homens pensam que a mulher n\u00e3o tem capacidade de levar adiante nem mesmo as atribui\u00e7\u00f5es dos cargos que assumem nas organiza\u00e7\u00f5es sociais e nos movimentos.&nbsp;<strong>\u201c<\/strong>O machismo ainda \u00e9 not\u00f3rio, porque muitas vezes no olhar ou at\u00e9 na express\u00e3o de algumas pessoas parece enxergar a gente com inferioridade por a gente ser mulher\u201d, salienta.<\/p>\n\n\n\n<p>A assistente social e pedagoga Edilene Alves da Silva, 37 anos, concorda. Dila, como \u00e9 conhecida, est\u00e1 h\u00e1 duas d\u00e9cadas na milit\u00e2ncia em movimentos sociais na defesa do meio ambiente e h\u00e1 tr\u00eas anos atua no Centro de Estudos e A\u00e7\u00e3o Social (CEAS) e na Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT). Ela destaca que a inseguran\u00e7a que o machismo constr\u00f3i nas mulheres \u00e9 um dos desafios para que outras companheiras consigam se expressar na pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"480\" src=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image10.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-271\" srcset=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image10.jpg 640w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image10-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Edilene Alves Silva \u2013 Canavieiras \u2013 BA, regi\u00e3o do Baixo Rio Pardo \/ Foto \u2013 N\u00facleo de Comunica\u00e7\u00e3o ARP<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cUmas das dificuldades que a gente tem est\u00e1 relacionada ao empoderamento da mulher. As mulheres da nossa regi\u00e3o aqui do m\u00e9dio Rio Pardo muitas vezes sentem-se inseguras nos espa\u00e7os destinados a falas relacionadas \u00e0s quest\u00f5es diversas que envolvem a mulher\u201d, aponta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tripla jornada de trabalho<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Reconhecida pelo bom humor e alto astral, Maria Leide Teixeira, de 53 anos, anima os ambientes com sua presen\u00e7a. Agricultora familiar, Leidinha, como \u00e9 conhecida, \u00e9 presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Moradores e Pequenos Produtores do Povoado de Esp\u00edrito Santo \u2013 ACOMPPES, no munic\u00edpio de C\u00e2ndido Sales. M\u00e3e de 4 filhos adultos, ela aponta que o maior desafio de ser mulher neste contexto de luta s\u00e3o as m\u00faltiplas fun\u00e7\u00f5es que precisa exercer.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/0e22ffbd-1e78-4627-ace3-b5c6d5815afd-1024x768-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-272\" srcset=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/0e22ffbd-1e78-4627-ace3-b5c6d5815afd-1024x768-1.jpg 1024w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/0e22ffbd-1e78-4627-ace3-b5c6d5815afd-1024x768-1-300x225.jpg 300w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/0e22ffbd-1e78-4627-ace3-b5c6d5815afd-1024x768-1-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Maria Leide Teixeira \u2013 Visita do CEAS na ro\u00e7a para falar da passagem do mineroduto da SAM\/Lotus pelo munic\u00edpio de C\u00e2ndido Sales \u2013 BA \/ Foto \u2013 N\u00facleo de Comunica\u00e7\u00e3o ARP<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 muito desafiadora a vida da mulher: ela cuida de filho, cuida de casa, cuida do trabalho, boa parte cuida de idosos, pessoas especiais e ainda se responsabiliza em abra\u00e7ar a causa de uma comunidade\u201d, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e3e de Dominique, de dois anos, Edilene destaca que um dos per\u00edodos mais desafiadores da maternidade \u00e9 nos primeiros anos da crian\u00e7a, quando o beb\u00ea necessita de aten\u00e7\u00e3o e cuidados como a amamenta\u00e7\u00e3o. Apesar de n\u00e3o generalizar, Dila diz que nesses momentos sente falta de gestos de companheirismo para lhe dar suporte.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNesses \u00faltimos dias mesmo, eu passei por uma dificuldade imensa porque eu estava levando minha filha pra campo e os hor\u00e1rios de almo\u00e7o n\u00e3o estavam tendo uma flexibilidade na quest\u00e3o. Por exemplo, tentar almo\u00e7ar num hor\u00e1rio mais cedo para Dominique comer, ou ent\u00e3o eu sair mais cedo pra dar uma comida, ter os cuidados com sua filha. Isso \u00e9 uma dificuldade que a gente encontra\u201d, explica Edilene.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de todos os desafios, Leide salienta a for\u00e7a das mulheres e que \u00e9 importante valorizar o protagonismo que as companheiras t\u00eam assumido nas lutas da regi\u00e3o. \u201cIsso \u00e9 muito dif\u00edcil, mas n\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel porque a mulher \u00e9 incr\u00edvel nessas atividades. Tiro o chap\u00e9u pra todas as mulheres\u201d, conclui a militante.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Exerc\u00edcio da participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e enfrentamento do machismo s\u00e3o alguns dos desafios daquelas que est\u00e3o em luta permanente em defesa do Rio Pardo A regi\u00e3o m\u00e9dia da Bacia Hidrogr\u00e1fica do Rio Pardo (BHRP) fica localizada entre o munic\u00edpio mineiro de \u00c1guas Vermelhas a partir da barragem at\u00e9 o munic\u00edpio de Itapetinga (BA), passando por C\u00e2ndido [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":269,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[22,25],"class_list":["post-268","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-mulheres","tag-rio-pardo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/268","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=268"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/268\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":273,"href":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/268\/revisions\/273"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/269"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=268"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=268"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=268"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}