{"id":291,"date":"2023-07-01T00:25:00","date_gmt":"2023-07-01T03:25:00","guid":{"rendered":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/?p=291"},"modified":"2026-03-26T16:51:20","modified_gmt":"2026-03-26T19:51:20","slug":"juventude-se-organiza-e-defende-conscientizacao-para-fortalecer-a-defesa-da-bacia-do-rio-pardo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/index.php\/2023\/07\/01\/juventude-se-organiza-e-defende-conscientizacao-para-fortalecer-a-defesa-da-bacia-do-rio-pardo\/","title":{"rendered":"Juventude se organiza e defende conscientiza\u00e7\u00e3o para fortalecer a defesa da Bacia do Rio Pardo"},"content":{"rendered":"\n<p>Ao longo dos mais de 700 km da nascente do Rio Pardo at\u00e9 o seu encontro com o mar cruzando o estado de Minas Gerais e Bahia, a diversidade cultural e ambiental marca o territ\u00f3rio da Bacia Hidrogr\u00e1fica do Rio Pardo. Povos ind\u00edgenas, ribeirinhos, trabalhadores rurais e a popula\u00e7\u00e3o de 37 munic\u00edpios brasileiros t\u00eam o desafio de resistir na defesa deste que \u00e9 um dos principais rios da regi\u00e3o semi\u00e1rida do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>O avan\u00e7o de empreendimentos capitalistas na regi\u00e3o amea\u00e7a a forma de vida e o bem-estar das comunidades originais e sua popula\u00e7\u00e3o, o que demanda a\u00e7\u00f5es de resist\u00eancia e luta na defesa do territ\u00f3rio. Nesse cen\u00e1rio, a participa\u00e7\u00e3o da juventude se torna determinante no enfrentamento \u00e0s grandes empresas, que insistem num discurso de desenvolvimento local que, na pr\u00e1tica, nunca se concretizou.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desta realidade, jovens agricultores, ribeirinhos e ind\u00edgenas despontam como lideran\u00e7as que fazem toda a diferen\u00e7a em suas comunidades atrav\u00e9s da a\u00e7\u00e3o e das iniciativas voltadas \u00e0 conscientiza\u00e7\u00e3o das pessoas sobre os verdadeiros prop\u00f3sitos dos que invadem o territ\u00f3rio da Bacia do Rio Pardo para interferir no meio ambiente e roubar suas riquezas naturais.<\/p>\n\n\n\n<p>Um deles \u00e9 Tamanir Rocha Titiah, de 24 anos. Tamanir faz parte do povo ind\u00edgena Patach\u00f3-h\u00e3-h\u00e3-h\u00e3es e vive numa \u00e1rea demarcada no munic\u00edpio de Pau Brasil, no sul da Bahia. Atualmente, o jovem estuda Comunica\u00e7\u00e3o Social na Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e integra o coletivo LGBTQIA+ da sua aldeia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1067\" height=\"800\" src=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image5-1067x800-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-292\" srcset=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image5-1067x800-1.jpg 1067w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image5-1067x800-1-300x225.jpg 300w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image5-1067x800-1-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image5-1067x800-1-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1067px) 100vw, 1067px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Ao receber o convite do CEAS para participar do Interc\u00e2mbio de Forma\u00e7\u00e3o de Jovens sobre a Bacia Hidrogr\u00e1fica do Rio Pardo (BHRP), realizado em maio deste ano, Tamanir entendeu a atividade como um compromisso a ser cumprido, pois se v\u00ea consciente do seu papel como ind\u00edgena na defesa do territ\u00f3rio.&nbsp;\u201cA gente encara como um dever a ser cumprido, pois quando se trata de meio ambiente, est\u00e1 tratando das nossas vidas mesmo\u201d, destaca o jovem.<\/p>\n\n\n\n<p>O Patach\u00f3-h\u00e3-h\u00e3-h\u00e3es aponta que o encontro de jovens, realizado em Canavieiras (BA), ampliou sua compreens\u00e3o sobre a BHRP, sobretudo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s partes alta e m\u00e9dia da bacia, onde a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais cr\u00edtica. Embora avalie que a regi\u00e3o baixa, onde mora, esteja mais preservada, Tamanir afirma que j\u00e1 percebe algumas mudan\u00e7as no corpo h\u00eddrico, como manchas escuras na \u00e1gua, morte de peixes e o aparecimento de piranhas, uma esp\u00e9cie que n\u00e3o \u00e9 natural do Rio Pardo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"681\" src=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/6cca79bd-c743-4622-a11d-05cc5aa4107f-1024x681-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-293\" srcset=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/6cca79bd-c743-4622-a11d-05cc5aa4107f-1024x681-1.jpg 1024w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/6cca79bd-c743-4622-a11d-05cc5aa4107f-1024x681-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/6cca79bd-c743-4622-a11d-05cc5aa4107f-1024x681-1-768x511.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Na compreens\u00e3o de Tamanir Titiah, muitos jovens n\u00e3o demonstram interesse pelas quest\u00f5es relacionadas ao meio ambiente, n\u00e3o sabendo o impacto que isso causa na vida da comunidade. O ind\u00edgena ressalta que o jovem \u00e9 a luta de agora, e se a juventude n\u00e3o fizer o seu papel na defesa das suas origens e da natureza, todos continuar\u00e3o sofrendo as consequ\u00eancias.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA m\u00e3e terra est\u00e1 pedindo socorro e a gente n\u00e3o est\u00e1 sabendo ajud\u00e1-la e est\u00e1 na hora de reconhecermos os nossos erros. \u00c9 como a minha av\u00f3 sempre fala: o amanh\u00e3 \u00e9 nosso, dos jovens que est\u00e3o nascendo, buscando e se interessando\u201d, aponta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Comunica\u00e7\u00e3o: trincheira de luta tamb\u00e9m no campo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Dar visibilidade aos saberes e desafios do dia a dia de quem vive no campo tamb\u00e9m cumpre um importante papel na defesa do meio ambiente. \u00c9 o que tem feito Silvio de Jesus Ferreira, de 28 anos. Al\u00e9m de agricultor, Silvio tamb\u00e9m \u00e9 comunicador e produz conte\u00fado das suas atividades na ro\u00e7a para o seu canal no YouTube,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/@SILVIODEJESUSAQUINAROCA\">\u201cSilvio de Jesus Aqui na Ro\u00e7a\u201d<\/a>, que atualmente tem mais de 50 mil seguidores. No per\u00edodo das fortes enchentes do Rio Pardo, o jovem fez uma importante cobertura com capta\u00e7\u00e3o de imagens e coment\u00e1rios sobre a situa\u00e7\u00e3o das cheias na regi\u00e3o do munic\u00edpio de C\u00e2ndido Sales, no sudoeste da Bahia, onde mora atualmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Silvio faz parte da associa\u00e7\u00e3o de moradores da localidade rural onde mora, e, al\u00e9m de trabalhar na pequena propriedade com a sua fam\u00edlia, produz bolos e biscoitos diversos derivados da mandioca que s\u00e3o comercializados na sede do munic\u00edpio. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m desenvolve um trabalho de agrofloresta em sua pequena propriedade atrav\u00e9s da assist\u00eancia t\u00e9cnica do&nbsp;<a href=\"https:\/\/cedasb.org.br\/\">Centro de Conviv\u00eancia e Desenvolvimento Agroecol\u00f3gico do Sudoeste da Bahia (CEDASB)<\/a>&nbsp;que, segundo o agricultor, abriu a sua mente para trabalhar de maneira correta com a terra sem utilizar veneno, apenas adubo org\u00e2nico produzido na propriedade familiar. Toda essa rotina de agricultor familiar e produtor org\u00e2nico \u00e9 compartilhada com milhares de pessoas em seu canal no Youtube. Ele j\u00e1 recebeu, inclusive, v\u00e1rias pessoas que o acompanham na internet em sua propriedade rural.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1067\" height=\"800\" src=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image9-1067x800-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-294\" srcset=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image9-1067x800-1.jpg 1067w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image9-1067x800-1-300x225.jpg 300w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image9-1067x800-1-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image9-1067x800-1-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1067px) 100vw, 1067px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1067\" height=\"800\" src=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image6-1067x800-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-295\" srcset=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image6-1067x800-1.jpg 1067w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image6-1067x800-1-300x225.jpg 300w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image6-1067x800-1-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image6-1067x800-1-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1067px) 100vw, 1067px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Para Silvio, o descuido com o Rio Pardo pode ser percebido atrav\u00e9s da polui\u00e7\u00e3o, do assoreamento e da vaz\u00e3o do rio, que n\u00e3o \u00e9 mais como era antes, o que dificulta que os peixes subam para realizar o processo de reprodu\u00e7\u00e3o. O jovem agricultor acredita que falta conscientiza\u00e7\u00e3o para as pessoas entenderem o quanto dependem do rio e que \u00e9 necess\u00e1rio levar ao conhecimento das pessoas os males que est\u00e3o sendo causados a ele, sobretudo com a atua\u00e7\u00e3o das mineradoras.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente precisa levar ao conhecimento das pessoas os males que est\u00e3o sendo causados ao rio ao longo da bacia hidrogr\u00e1fica, como \u00e9 o caso da amea\u00e7a imposta pela mineradora SAM com o seu mineroduto\u201d, ressalta.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele destaca ainda a necessidade de mais apoio dos governantes em rela\u00e7\u00e3o ao Rio Pardo e que a luta nas comunidades deve ser a de conscientizar o jovem de v\u00e1rias maneiras para conseguir engaj\u00e1-los nessa luta e fortalecer o movimento cada dia mais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Movimentos sociais organizam o povo para a luta<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os movimentos sociais cumprem um papel central na forma\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o popular na Bacia do Rio Pardo, e a juventude tem sido protagonista da luta tamb\u00e9m nessas organiza\u00e7\u00f5es. Maria Aparecida de Sousa, de 33 anos, \u00e9 um desses exemplos. Lia, como \u00e9 mais conhecida, \u00e9 trabalhadora rural e vive na comunidade do Muzelo, no munic\u00edpio de Rio Pardo de Minas (MG). H\u00e1 13 anos, a jovem atua no Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e atualmente coordena as discuss\u00f5es na parte alta da bacia a defini\u00e7\u00e3o de protocolos de consulta a partir da realidade da popula\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n\n\n\n<p>Lia iniciou sua trajet\u00f3ria no MAB em 2010, quando a sua comunidade estava em processo de articula\u00e7\u00e3o contra a barragem de Berizal, outro munic\u00edpio da regi\u00e3o. Segundo a jovem, a empresa respons\u00e1vel pela constru\u00e7\u00e3o da barragem n\u00e3o levou em conta os ribeirinhos que seriam atingidos com o empreendimento e n\u00e3o deixou claro como ficariam as fam\u00edlias que iriam perder as terras caso a obra de Berizal fosse constru\u00edda. \u201cA minha organiza\u00e7\u00e3o em si at\u00e9 entrar no MAB foi a partir da luta dos atingidos do a\u00e7ude p\u00fablico de Berizal, porque naquele momento a ideia do projeto era construir a obra sem indenizar as fam\u00edlias\u201d, relembra.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"800\" src=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image4-1200x800-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-296\" srcset=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image4-1200x800-1.jpg 1200w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image4-1200x800-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image4-1200x800-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image4-1200x800-1-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Valdir Dias \/ CAA NM<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1163\" height=\"800\" src=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image3-1163x800-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-297\" srcset=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image3-1163x800-1.jpg 1163w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image3-1163x800-1-300x206.jpg 300w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image3-1163x800-1-1024x704.jpg 1024w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image3-1163x800-1-768x528.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1163px) 100vw, 1163px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Valdir Dias \/ CAA NM<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A constru\u00e7\u00e3o da barragem de Berizal foi interrompida e de l\u00e1 para c\u00e1 o Movimento dos Atingidos por Barragem trouxe outros debates para a regi\u00e3o. Lia ressalta que, aos poucos, a comunidade entendeu que o centro da luta tem que estar, na verdade, por um outro modelo de desenvolvimento. Ela afirma que hoje consegue compreender os impactos na Bacia causados pelos grandes projetos de minera\u00e7\u00e3o e, por isso mesmo, entende que a luta n\u00e3o \u00e9 somente contra os empreendimentos nocivos, mas sim pela garantia dos direitos das pessoas que vivem nos territ\u00f3rios atingidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Maria entende que muitas pessoas adultas fizeram e continuam fazendo sua parte, mas que os jovens e as crian\u00e7as \u00e9 que ser\u00e3o os respons\u00e1veis pelo futuro. Ela destaca que \u00e9 necess\u00e1rio defender o territ\u00f3rio no presente atrav\u00e9s da luta, e a organiza\u00e7\u00e3o popular \u00e9 essencial para esse processo de resist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente sai para trabalhar fora, mas o nosso territ\u00f3rio \u00e9 a nossa casa e a gente precisa cuidar, ent\u00e3o, a\u00ed a import\u00e2ncia da juventude se organizar e pensar nesta situa\u00e7\u00e3o. A gente s\u00f3 vai conseguir conquistar o nosso direito, inclusive, de lutar por outros direitos \u00e9 organizando a base, o povo, a comunidade em si nos v\u00e1rios segmentos\u201d, finaliza a agricultora.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao longo dos mais de 700 km da nascente do Rio Pardo at\u00e9 o seu encontro com o mar cruzando o estado de Minas Gerais e Bahia, a diversidade cultural e ambiental marca o territ\u00f3rio da Bacia Hidrogr\u00e1fica do Rio Pardo. 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