{"id":320,"date":"2023-10-24T00:37:00","date_gmt":"2023-10-24T03:37:00","guid":{"rendered":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/?p=320"},"modified":"2026-03-26T16:51:20","modified_gmt":"2026-03-26T19:51:20","slug":"trabalho-analogo-a-escravidao-em-candido-sales-um-alerta-para-o-aumento-da-desigualdade-e-da-destruicao-ambiental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/index.php\/2023\/10\/24\/trabalho-analogo-a-escravidao-em-candido-sales-um-alerta-para-o-aumento-da-desigualdade-e-da-destruicao-ambiental\/","title":{"rendered":"Trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o em C\u00e2ndido Sales: um alerta para o aumento da desigualdade e da destrui\u00e7\u00e3o ambiental"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"338\" src=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/trabalho-escravo-wesley-almeida-cn.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-321\" srcset=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/trabalho-escravo-wesley-almeida-cn.jpg 600w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/trabalho-escravo-wesley-almeida-cn-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A \u00e1rea da Bacia Hidrogr\u00e1fica do Rio Pardo \u2013 BHRP abrange 37 munic\u00edpios entre Minas Gerais e Bahia, todos com caracter\u00edsticas socioambientais muito parecidas: predom\u00ednio de popula\u00e7\u00f5es pobres e graves problemas relacionados a crimes ambientais. Quatro munic\u00edpios baianos da BHRP \u2013 C\u00e2ndido Sales, Encruzilhada, Vit\u00f3ria da Conquista e Canavieiras \u2013 estiveram entre os que mais desmataram \u00e1reas remanescentes da Mata Atl\u00e2ntica em todo o Brasil entre 2000 e 2014, segundo o SOS Mata Atl\u00e2ntica, e munic\u00edpios da parte mineira da bacia tamb\u00e9m fazem parte desse ranking. Na lista suja de empregadores que fizeram uso de trabalho escravo no pa\u00eds, atualizada no in\u00edcio deste m\u00eas, constam 19 empres\u00e1rios baianos, 3 deles que est\u00e3o em munic\u00edpios da BHRP: Santa Luzia, Ribeir\u00e3o do Largo e Canavieiras. Recentemente, em opera\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho \u2013 MPT com outras institui\u00e7\u00f5es federais, foram resgatadas pessoas em situa\u00e7\u00e3o an\u00e1loga \u00e0 escravid\u00e3o em todo Brasil. Na Bahia, dos 11 resgatados, 5 foram em carvoarias no munic\u00edpio de C\u00e2ndido Sales.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para compreender melhor a rela\u00e7\u00e3o entre as carvoarias e o trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o, o Observat\u00f3rio do Rio Pardo conversou com Jo\u00e3o Ferreira Gomes Neto, mestre em Geografia pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) e pesquisador do tema.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/52850649927-6769b0cefe-k-1024x683-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-322\" srcset=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/52850649927-6769b0cefe-k-1024x683-1.jpg 1024w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/52850649927-6769b0cefe-k-1024x683-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/52850649927-6769b0cefe-k-1024x683-1-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Em sua disserta\u00e7\u00e3o de mestrado, \u201cO que h\u00e1 por tr\u00e1s da cortina de fuma\u00e7a?\u201d, de 2012, Jo\u00e3o Ferreira faz uma an\u00e1lise sobre a produ\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o vegetal e silvicultura do eucalipto no munic\u00edpio de C\u00e2ndido Sales. Nela, o autor p\u00f4de analisar as contradi\u00e7\u00f5es e a capacidade do capitalismo agregar v\u00e1rios modos de produ\u00e7\u00e3o, como o campesinato, a escravid\u00e3o e o neoliberalismo dentro de um mesmo sistema \u2013 no caso, as carvoarias, que atendem a demanda das sider\u00fargicas do sudeste do pa\u00eds e das churrascarias com o carv\u00e3o empacotado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o compreende que o trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o esta totalmente vinculado \u00e0 modernidade e ao neoliberalismo. O pesquisador cita o exemplo da produ\u00e7\u00e3o de ferro e alum\u00ednio. Utilizados em v\u00e1rios componentes, equipamentos, bens modernos e tamb\u00e9m na constru\u00e7\u00e3o civil, eles dependem muito da matriz energ\u00e9tica do carv\u00e3o, que, na maioria das vezes \u00e9 produzido atrav\u00e9s do trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o. Sua pesquisa revelou que, \u00e0 \u00e9poca, 50% da sider\u00fargicas brasileiras utilizavam carv\u00e3o nativo, ou seja, carv\u00e3o ilegal para aquecerem seus fornos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Contradi\u00e7\u00f5es na produ\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o vegetal e eucalipto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A silvicultura do eucalipto para a produ\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o mant\u00e9m as mesmas rela\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias entre empregado e empregador nas carvoarias. \u201cA organiza\u00e7\u00e3o social e a explora\u00e7\u00e3o do trabalho n\u00e3o mudaram com as florestas de eucalipto\u201d, salienta o pesquisador. Em seu estudo, Jo\u00e3o tamb\u00e9m aponta as contradi\u00e7\u00f5es do programa governamental do estado da Bahia \u201cFloresta para o futuro\u201d, que incentivava o plantio de eucalipto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"397\" src=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/img-342056-floresta-sustentavel-da-duraflora.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-323\" srcset=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/img-342056-floresta-sustentavel-da-duraflora.jpg 600w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/img-342056-floresta-sustentavel-da-duraflora-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Para ele, a pol\u00edtica p\u00fablica parecia levar em conta apenas aspectos do reflorestamento, impedimento de desmatamento de novas \u00e1reas ou a recomposi\u00e7\u00e3o florestal, sendo por isso uma pol\u00edtica \u201cencaixotada\u201d na quest\u00e3o ambiental e que n\u00e3o pensou em como se daria essa produ\u00e7\u00e3o no futuro. \u201cTodo o plantio de eucalipto naquela \u00e9poca foi para fins comerciais e depois ele foi transformado em v\u00e1rios subprodutos, inclusive o carv\u00e3o. Ou seja, aquilo que era feito na floresta nativa \u00e9 replicado na regi\u00e3o de floresta de eucalipto, n\u00e3o tem diferen\u00e7a nenhuma\u201d, afirma Jo\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Jo\u00e3o Ferreira, muitas pessoas derrubavam a floresta nativa para acessarem os recursos p\u00fablicos para reflorestamento com eucalipto, o que para ele \u00e9 uma grande contradi\u00e7\u00e3o. Com linha de cr\u00e9dito e licenciamento ambiental facilitado, os donos de carvoaria perceberam que podiam lucrar com a mata nativa e com o recurso do governo para plantar eucalipto, n\u00e3o havendo mudan\u00e7a na rela\u00e7\u00e3o trabalho e natureza.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"485\" src=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/carvao.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-324\" srcset=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/carvao.jpg 740w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/carvao-300x197.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Para ele, a produ\u00e7\u00e3o de eucalipto e carv\u00e3o em C\u00e2ndido Sales \u00e9 t\u00e3o subordinada ao sistema maior do capital, que a situa\u00e7\u00e3o de trabalho an\u00e1logo a escravid\u00e3o n\u00e3o \u00e9 somente por conta do empres\u00e1rio do carv\u00e3o. A condi\u00e7\u00e3o degradante de explora\u00e7\u00e3o do trabalho e apropria\u00e7\u00e3o indiscriminada da natureza est\u00e1 vinculada ao pr\u00f3prio capital, que necessita dessa estrutura da produ\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o para alimentar sider\u00fargicas e as empacotadoras de carv\u00e3o para churrasco. Ou seja, o trabalho escravo n\u00e3o est\u00e1 relacionado somente \u00e0 rela\u00e7\u00e3o empregado-empregador, a pr\u00f3pria estrutura do capital vinculado a essa atividade produtiva tem que ser an\u00e1loga \u00e0 escravid\u00e3o porque tem que ser barato.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;\u201cO carv\u00e3o n\u00e3o pode ser uma coisa cara, pois se assim for, o ferro fica caro, o carv\u00e3o empacotado fica caro, ent\u00e3o, ele tem que ser uma coisa muito barata, algo que requer m\u00e3o-de-obra barata de baixa qualifica\u00e7\u00e3o, de v\u00e1rias horas de trabalho, sem carteira assinada etc. Obrigatoriamente tem que ser barato\u201d, destaca.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Trabalho-escrasvizado-Sacramento-carvoaria-MPTMG-1024x576-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-325\" srcset=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Trabalho-escrasvizado-Sacramento-carvoaria-MPTMG-1024x576-1.jpg 1024w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Trabalho-escrasvizado-Sacramento-carvoaria-MPTMG-1024x576-1-300x169.jpg 300w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Trabalho-escrasvizado-Sacramento-carvoaria-MPTMG-1024x576-1-768x432.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Uma atividade insustent\u00e1vel ambiental e socialmente&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O pesquisador diz n\u00e3o enxergar solu\u00e7\u00e3o para a equa\u00e7\u00e3o que relaciona o funcionamento das carvoarias com trabalho digno e preserva\u00e7\u00e3o ambiental. Segundo Jo\u00e3o, at\u00e9 quando o pr\u00f3prio dono da carvoaria vai produzir o carv\u00e3o ele se coloca numa condi\u00e7\u00e3o degradante: excesso de trabalho, sem nenhuma estrutura de seguran\u00e7a, assumindo todo o risco. N\u00e3o \u00e0 toa, normalmente essas carvoarias se instalam em lugares de baixa renda e alta vulnerabilidade social.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO pr\u00f3prio sistema capitalista exige isso. Quando realizei o estudo, 50% das sider\u00fargicas brasileiras utilizavam carv\u00e3o nativo, carv\u00e3o ilegal, isso com&nbsp; informa\u00e7\u00f5es do pr\u00f3prio setor de siderurgia\u201d, salienta Jo\u00e3o Ferreira.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele tamb\u00e9m aponta as contradi\u00e7\u00f5es do programa \u201cFloresta para o Futuro\u201d, do Governo do estado da Bahia. Criado para impedir o desmatamento de \u00e1reas nativas e fazer reflorestamento com outorga e licenciamento facilitado com nota correspondente ao desmate e produ\u00e7\u00e3o desse carv\u00e3o, o programa gerou uma contradi\u00e7\u00e3o. Pela aus\u00eancia de fiscaliza\u00e7\u00e3o, o programa, que deveria regularizar a quest\u00e3o do desmatamento e licenciamento ambiental na Bahia, acabou estimulando a derrubada da vegeta\u00e7\u00e3o nativa para que os empres\u00e1rios pudessem acessar os benef\u00edcios da pol\u00edtica p\u00fablica para fazer o plantio de eucalipto na \u00e1rea.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Jo\u00e3o, os produtores de carv\u00e3o utilizavam essa capa de legalidade dada pelas notas de carv\u00e3o de eucalipto para transportar carv\u00e3o nativo misturado, ou seja, continuaram desmatando e utilizando a m\u00e3o de obra nas mesmas condi\u00e7\u00f5es degradantes. \u201cCom o programa Floresta para o Futuro os avan\u00e7os foram pequenos, fez-se apenas uma reprodu\u00e7\u00e3o do sistema\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"681\" src=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/agri-1024x681-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-326\" srcset=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/agri-1024x681-1.jpg 1024w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/agri-1024x681-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/agri-1024x681-1-768x511.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Agrobras\u00edlia &#8211; Maquin\u00e1rio Agr\u00edcola<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Reforma agr\u00e1ria para combater o trabalho escravo&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Jo\u00e3o Ferreira, a reforma agr\u00e1ria \u00e9 muito importante para as pessoas vulner\u00e1veis ao trabalho escravo nas carvoarias, que na maioria das vezes s\u00e3o oriundas do campo. Ao promover o acesso dessa popula\u00e7\u00e3o a um im\u00f3vel rural, \u201cum peda\u00e7o de terra\u201d, elas teriam condi\u00e7\u00f5es de produzir e de sustentar com dignidade. Jo\u00e3o cita o exemplo de C\u00e2ndido Sales, que j\u00e1 foi um dos maiores produtores de mandioca do Brasil e que sofreu uma queda na sua produ\u00e7\u00e3o ao longo do tempo.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente tinha uma mandiocultura fort\u00edssima e com o tempo a carvoaria foi tomando conta, foi ultrapassando isso e a mandiocultura caindo. Isso pela falta de apoio aos produtores rurais,\u201d relembra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para a supera\u00e7\u00e3o desta condi\u00e7\u00e3o, Jo\u00e3o defende que \u00e9 necess\u00e1rio que haja uma reforma agr\u00e1ria de fato, que d\u00ea posse e propriedade das terras \u00e0s pessoas vulner\u00e1veis ao trabalho escravo. Para que as pessoas possam produzir, tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio que lhes seja assegurado apoio t\u00e9cnico e financeiro, bem como acesso a maquin\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu creio que esta \u00e9 uma alternativa que pode fazer com que haja a supera\u00e7\u00e3o desta condi\u00e7\u00e3o e que muitas pessoas v\u00e3o conseguir sair da situa\u00e7\u00e3o de pobreza e de mis\u00e9ria atrav\u00e9s do acesso a algum meio de produ\u00e7\u00e3o, no caso, a terra.\u201d encerra o pesquisador.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A \u00e1rea da Bacia Hidrogr\u00e1fica do Rio Pardo \u2013 BHRP abrange 37 munic\u00edpios entre Minas Gerais e Bahia, todos com caracter\u00edsticas socioambientais muito parecidas: predom\u00ednio de popula\u00e7\u00f5es pobres e graves problemas relacionados a crimes ambientais. Quatro munic\u00edpios baianos da BHRP \u2013 C\u00e2ndido Sales, Encruzilhada, Vit\u00f3ria da Conquista e Canavieiras \u2013 estiveram entre os que mais [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":321,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[23,10],"tags":[49,71],"class_list":["post-320","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-analise","category-noticias","tag-candido-sales","tag-trabalho-escravo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/320","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=320"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/320\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":327,"href":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/320\/revisions\/327"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/321"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=320"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=320"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=320"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}