{"id":383,"date":"2017-03-17T03:12:00","date_gmt":"2017-03-17T06:12:00","guid":{"rendered":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/?p=383"},"modified":"2026-03-26T16:54:03","modified_gmt":"2026-03-26T19:54:03","slug":"o-rio-pardo-e-o-fio-de-agua-que-nos-une","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/index.php\/2017\/03\/17\/o-rio-pardo-e-o-fio-de-agua-que-nos-une\/","title":{"rendered":"&#8220;O Rio Pardo \u00e9 o fio de \u00e1gua que nos une&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p>Por&nbsp;<strong>Cibelih Hespanhol Torres<\/strong><br>Editado por&nbsp;<strong>Cibelih Hespanhol Torres<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Publicado em 17 de Mar\u00e7o de 2017 \u00e0s 10:45 em <a href=\"https:\/\/www.caa.org.br\/biblioteca\/noticia\/o-rio-pardo-e-o-fio-de-agua-que-nos-une\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.caa.org.br\/biblioteca\/noticia\/o-rio-pardo-e-o-fio-de-agua-que-nos-une\">CAA-NM<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"780\" height=\"504\" src=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/rio_pardo-caa.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-384\" srcset=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/rio_pardo-caa.jpg 780w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/rio_pardo-caa-300x194.jpg 300w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/rio_pardo-caa-768x496.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 780px) 100vw, 780px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>De suas nascentes localizadas em Montezuma, Norte de Minas Gerais, at\u00e9 a foz em Canavieiras, Bahia, quando desagua no Oceano Atl\u00e2ntico, o Rio Pardo percorre 565 km e 26 munic\u00edpios. Os territ\u00f3rios norte mineiros e baianos banhados pelo rio usam de suas \u00e1guas para atividades como pecu\u00e1ria e agricultura, mas sofrem cada vez mais com a seca e degrada\u00e7\u00e3o do Rio Pardo. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com o intuito de fortalecer iniciativas populares de prote\u00e7\u00e3o ao rio, a Articula\u00e7\u00e3o da Bacia do Rio Pardo vem se mobilizando e unindo diferentes agentes envolvidos na tem\u00e1tica. Durante os dias 14 e 15 de mar\u00e7o, a Articula\u00e7\u00e3o realizou o Semin\u00e1rio \u201cConstruindo sintonia da nascente \u00e0 foz\u201d na comunidade de Pau D\u2019Arco, em Montezuma, Norte de Minas Gerais. Participaram do semin\u00e1rio representantes de Povos Tradicionais dos territ\u00f3rios da bacia do Rio Pardo de Minas Gerais e Bahia, al\u00e9m de representantes de sindicatos de trabalhadores rurais, Emater, secretarias municipais, movimentos sociais e organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil.<\/p>\n\n\n\n<p>Maicon de Andrade, do Centro de Estudos e A\u00e7\u00e3o Social &#8211; CEAS, lembrou que todas as a\u00e7\u00f5es da Articula\u00e7\u00e3o da Bacia do Rio Pardo s\u00e3o desdobramentos de uma hist\u00f3rica luta de popula\u00e7\u00f5es tradicionais: &#8220;Contamos com este saber, esta tradi\u00e7\u00e3o, para avan\u00e7ar. Nas nossas andan\u00e7as entre Minas e Bahia, percebemos que nossos conflitos eram o mesmo, e estamos aqui agora como fruto desse processo&#8221;. A estrat\u00e9gia levantada \u00e9 fomentar pequenas a\u00e7\u00f5es de incid\u00eancia local, que possam se articular processualmente num \u201cgrande mutir\u00e3o\u201d pela revitaliza\u00e7\u00e3o do Rio Pardo. &#8220;Come\u00e7amos a perceber que o processo de degrada\u00e7\u00e3o do rio n\u00e3o \u00e9 natural. \u00c9 a monocultura de eucalipto, a minera\u00e7\u00e3o, o latif\u00fandio. Estamos lidando com a forma que o sistema capitalista colocou no campo: produzir para extrair lucro&#8221;, sustentou Maicon.<\/p>\n\n\n\n<p>O semin\u00e1rio teve in\u00edcio na ter\u00e7a-feira, 14, com uma reuni\u00e3o na sede da Associa\u00e7\u00e3o da comunidade de Pau D\u2019arco, em Montezuma. Ao p\u00e9 da Serra de Montezuma, pr\u00f3ximos das principais nascentes do rio, cerca de 50 participantes resgataram a mem\u00f3ria da Articula\u00e7\u00e3o, levantaram a\u00e7\u00f5es de resist\u00eancia que est\u00e3o sendo desenvolvidas na Bacia e debateram em grupos o planejamento para novas a\u00e7\u00f5es regionalizadas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"472\" src=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/fotosvaldir_CmIVqGN.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-385\" srcset=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/fotosvaldir_CmIVqGN.jpg 1200w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/fotosvaldir_CmIVqGN-300x118.jpg 300w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/fotosvaldir_CmIVqGN-1024x403.jpg 1024w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/fotosvaldir_CmIVqGN-768x302.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Elmy Soares, lideran\u00e7a geraizeira, destacou a luta de Povos e Comunidades Tradicionais pela retomada de territ\u00f3rios como uma a\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica para a preserva\u00e7\u00e3o das terras e das \u00e1guas. &#8220;A diversidade de popula\u00e7\u00f5es e riquezas culturais que da Bacia do Rio Pardo \u00e9 muito grande e vem sendo perdida. Mas enquanto h\u00e1 vida h\u00e1 esperan\u00e7a. O rio n\u00e3o morreu ainda, e n\u00f3s n\u00e3o vamos deixar morrer&#8221;. A concep\u00e7\u00e3o de que impactos vividos nos territ\u00f3rios s\u00e3o comuns \u00e0s diversas popula\u00e7\u00f5es do entorno do rio, afetando recursos naturais e modos de vida essenciais \u00e0 prote\u00e7\u00e3o ambiental, norteia os principais princ\u00edpios da Articula\u00e7\u00e3o: a constru\u00e7\u00e3o conjunta de a\u00e7\u00f5es junto a comunidades locais e a valoriza\u00e7\u00e3o de saberes tradicionais de rela\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel com o Cerrado e suas \u00e1guas.<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00faltimo dia do semin\u00e1rio, quarta-feira, 15, os participantes subiram at\u00e9 a Serra Pequena, onde puderam observar e refletir sobre as diversas partes que comp\u00f5em o Rio Pardo. \u201cQuando a gente fala de Bacia do Rio Pardo, temos que pensar em todos os elementos do rio\u201d, apontou Anna Crystina, do Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas \u2013 CAA\/NM, explicando as diferentes formas de uso e ocupa\u00e7\u00e3o das chapadas, encostas e baixadas do Rio Pardo. \u201cPor isso, tamb\u00e9m discutimos a quest\u00e3o do agroextrativismo, da cria\u00e7\u00e3o de animais, da sobreviv\u00eancia dos Povos Tradicionais que vivem nesses lugares. Todos estes elementos fazem parte da bacia e precisam ser pensados em conjunto\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O semin\u00e1rio foi conclu\u00eddo com a ida at\u00e9 a principal nascente do Rio Pardo, na propriedade de seu Geraldino Jos\u00e9 da Silveira. Ali, aonde as \u00e1guas que chegam at\u00e9 a Bahia s\u00e3o geradas sob os cuidados do anci\u00e3o geraizeiro, foram plantadas mudas de esp\u00e9cies nativas produzidas na comunidade de \u00c1gua Boa, Rio Pardo de Minas.<\/p>\n\n\n\n<p>Como encaminhamento do semin\u00e1rio, foram sistematizadas a\u00e7\u00f5es a serem desenvolvidas, al\u00e9m de estrat\u00e9gias para a comunica\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o entre os diversos membros da Articula\u00e7\u00e3o da Bacia do Rio Pardo. Entre a\u00e7\u00f5es planejadas, destacam-se atividades como: cercamento de nascentes; a\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o e conscientiza\u00e7\u00e3o ambiental; realiza\u00e7\u00e3o de interc\u00e2mbios com comunidades que desempenham medidas de prote\u00e7\u00e3o ao rio; constru\u00e7\u00e3o de bacias de conten\u00e7\u00e3o; garantia de gest\u00e3o dos territ\u00f3rios tradicionais institu\u00eddos e em processo de luta, dentre outros.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"1675\" src=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/fotoscaa_Pn1kuz6.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-386\" srcset=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/fotoscaa_Pn1kuz6.jpg 1200w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/fotoscaa_Pn1kuz6-215x300.jpg 215w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/fotoscaa_Pn1kuz6-734x1024.jpg 734w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/fotoscaa_Pn1kuz6-768x1072.jpg 768w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/fotoscaa_Pn1kuz6-1100x1536.jpg 1100w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Apoiam a Articula\u00e7\u00e3o da Bacia do Rio Pardo:<\/p>\n\n\n\n<p>CAA\/NM, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rio Pardo, Projeto Bem Diverso, PNUD, Embrapa, CEAS, HEKS e Niisa\/Unimontes.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por&nbsp;Cibelih Hespanhol TorresEditado por&nbsp;Cibelih Hespanhol Torres Publicado em 17 de Mar\u00e7o de 2017 \u00e0s 10:45 em CAA-NM. 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