{"id":413,"date":"2016-06-09T03:44:00","date_gmt":"2016-06-09T06:44:00","guid":{"rendered":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/?p=413"},"modified":"2026-03-26T16:54:03","modified_gmt":"2026-03-26T19:54:03","slug":"comunidades-da-bahia-e-minas-gerais-impactadas-pelo-eucalipto-trocam-experiencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/index.php\/2016\/06\/09\/comunidades-da-bahia-e-minas-gerais-impactadas-pelo-eucalipto-trocam-experiencia\/","title":{"rendered":"Comunidades da Bahia e Minas Gerais impactadas pelo eucalipto trocam experi\u00eancia"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG-20160608-WA0092-1024x576-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-414\" srcset=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG-20160608-WA0092-1024x576-1.jpg 1024w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG-20160608-WA0092-1024x576-1-300x169.jpg 300w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG-20160608-WA0092-1024x576-1-768x432.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>O interc\u00e2mbio entre comunidades impactadas pelo eucalipto na Bahia e em Minas Gerais mobilizou e fortaleceu a luta das fam\u00edlias que convivem com o problema conhecido como \u201cdeserto verde de eucalipto\u201d; s\u00e3o in\u00fameros hectares plantados apenas de eucalipto que impedem a produ\u00e7\u00e3o de outros g\u00eanero para a alimenta\u00e7\u00e3o. A atividade realizada em uma parceria da Comiss\u00e3o Pastoral da Terra \u2013 CPT com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rio Pardo, envolveu 18 representantes das comunidades dos munic\u00edpios de Cordeiros, Conde\u00faba, Tremedal e Pirip\u00e1, na Bahia e mais 12 l\u00edderes das comunidades de Rio Pardo, em Minas Gerais.<\/p>\n\n\n\n<p>A troca de experi\u00eancias ocorreu nos dias 07 e 08 de junho, em Minas Gerais, nas comunidades de Veredas Funda, Ribeiro e Porcos, em Rio Pardo. Durante o encontro, as comunidades mineiras apresentaram a experi\u00eancia de luta das fam\u00edlias na regi\u00e3o, que assim como as baianas sofrem com o avan\u00e7o indiscriminado da planta\u00e7\u00e3o de eucalipto comandado por grandes empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Eumir Pereira, presidente do sindicato e morador da comunidade Vereda Funda, a planta\u00e7\u00e3o de eucalipto iniciou na d\u00e9cada de 80 atrav\u00e9s do incentivo do governo que fez concess\u00e3o de terra p\u00fablica para a planta\u00e7\u00e3o de eucalipto. As empresas passaram a se apropriar de todo o territ\u00f3rio da comunidade, sendo em muitos casos atrav\u00e9s da grilagem e expuls\u00e3o dos camponeses.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo ele, os primeiros impactos sentidos pela comunidade envolveu o esgotamento das nascentes e rios. \u201cSeis anos ap\u00f3s a planta\u00e7\u00e3o dos eucaliptos, os rios que nunca tinham parado de correr secaram de uma vez s\u00f3\u201d, diz Eumir Pereira. Al\u00e9m disso, ele destaca que as comunidades tinham a pr\u00e1tica da solta do gado, que foi proibido pelas empresas plantadoras de eucalipto. Sentindo-se acuada, a comunidade passa a se mobilizar e reivindicar o territ\u00f3rio de volta.<\/p>\n\n\n\n<p>As mobiliza\u00e7\u00f5es iniciaram em 2004, e as comunidades obtiveram as primeiras negocia\u00e7\u00f5es entre empresa e governo no ano de 2005, quando as empresas devolveram algumas hectares do territ\u00f3rios. Mas, eles persistiram reivindicando o territ\u00f3rio que historicamente pertenceram a comunidade e em 2011, em mais uma negocia\u00e7\u00e3o a popula\u00e7\u00e3o consegue chegar a um acordo entre empresa e governo.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, somente em 2015, ap\u00f3s longa fila de espera junto a burocracia e morosidade do Congresso e INCRA as fam\u00edlias obtiveram a \u00e1rea enquanto assentamento rural, o Assentamento Veredas Vivas. Atualmente a luta \u00e9 pela recupera\u00e7\u00e3o das \u00e1reas devastadas e destru\u00edda pelo eucalipto, tendo como enfoque a recupera\u00e7\u00e3o das nascentes que j\u00e1 d\u00e3o sinais de vida ap\u00f3s um trabalho intenso.<\/p>\n\n\n\n<p>As comunidades da Bahia compartilharam que as estrat\u00e9gias utilizadas pelas empresas s\u00e3o as mesmas no sentido de se apropriar das \u00e1reas e que j\u00e1 sentem o esgotamento das fontes de \u00e1gua o que preocupa e coloca a necessidade de se mobilizar contra o avan\u00e7o do eucalipto.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Juraci, da comunidade de Palmeira, Cordeiros \u2013 Bahia, a resist\u00eancia e o sacrifico das fam\u00edlias de Rio Pardo deve ser um exemplo a ser socializado com as fam\u00edlias que n\u00e3o puderam participar do encontro. \u00c9 um incentivo para a luta pela defesa do territ\u00f3rio e para todos os presentes ficou n\u00edtida a import\u00e2ncia da mobiliza\u00e7\u00e3o e luta, al\u00e9m de compreender que eles enfrentam um inimigo comum \u2013 o capital. E que precisam unir for\u00e7as para derrotar este inimigo e garantir a vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Texto: <a href=\"https:\/\/cptba.org.br\/comunidades-da-bahia-e-minas-gerais-impactadas-pelo-eucalipto-trocam-experiencia\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/cptba.org.br\/comunidades-da-bahia-e-minas-gerais-impactadas-pelo-eucalipto-trocam-experiencia\/\">CPT Bahia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O interc\u00e2mbio entre comunidades impactadas pelo eucalipto na Bahia e em Minas Gerais mobilizou e fortaleceu a luta das fam\u00edlias que convivem com o problema conhecido como \u201cdeserto verde de eucalipto\u201d; s\u00e3o in\u00fameros hectares plantados apenas de eucalipto que impedem a produ\u00e7\u00e3o de outros g\u00eanero para a alimenta\u00e7\u00e3o. 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