{"id":538,"date":"2025-01-27T13:40:00","date_gmt":"2025-01-27T16:40:00","guid":{"rendered":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/?p=538"},"modified":"2026-03-26T16:51:05","modified_gmt":"2026-03-26T19:51:05","slug":"mesmo-as-margens-do-rio-pardo-comunidade-em-mascote-ba-enfrenta-dificuldades-de-acesso-a-agua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/index.php\/2025\/01\/27\/mesmo-as-margens-do-rio-pardo-comunidade-em-mascote-ba-enfrenta-dificuldades-de-acesso-a-agua\/","title":{"rendered":"Mesmo \u00e0s margens do Rio Pardo, comunidade em Mascote (BA), enfrenta dificuldades de acesso \u00e0 \u00e1gua"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Sem cumprimento do acordo que permitiria acesso \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel, moradores precisam usar \u00e1gua polu\u00edda para uso dom\u00e9stico<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Publicado em 27 de janeiro de 2025 em <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/01\/27\/mesmo-as-margens-do-rio-pardo-comunidade-em-mascote-ba-enfrenta-dificuldades-de-acesso-a-agua\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/01\/27\/mesmo-as-margens-do-rio-pardo-comunidade-em-mascote-ba-enfrenta-dificuldades-de-acesso-a-agua\/\">Brasil de Fato<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/autores\/helenna-castro\/\">Helenna Castro<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/autores\/mateus-britto\/\">Mateus Britto<\/a><a href=\"https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/02\/image_processing20250127-804602-dh3d2n.webp\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"533\" src=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image_processing20250127-804602-dh3d2n.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-539\" srcset=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image_processing20250127-804602-dh3d2n.webp 800w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image_processing20250127-804602-dh3d2n-300x200.webp 300w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image_processing20250127-804602-dh3d2n-768x512.webp 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Pela falta de \u00e1gua pot\u00e1vel, moradores s\u00e3o obrigados a usar a \u00e1gua do rio para lavar roupas e tomar banho, o que tem gerado diversos problemas de sa\u00fade &#8211;\u00a0Helenna Castro<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Em uma manh\u00e3 de s\u00e1bado, pegamos estrada logo cedo. Partimos de Itabuna em sentido a Mascote, um munic\u00edpio de 13 mil habitantes no sul da Bahia, \u00e0s margens do Rio Pardo. Uma t\u00edpica cidade rural, pequena, pouco movimentada, cuja maior parte da popula\u00e7\u00e3o vive no campo.<\/p>\n\n\n\n<p>No caminho, notamos \u00e1reas preservadas de Mata Atl\u00e2ntica intercaladas com pastos e lavouras cacaueiras, atividades que baseiam a economia do munic\u00edpio. Al\u00e9m destas, podemos observar cada vez mais os monocultivos de eucalipto, desertos verdes que se expandem do extremo-sul para essa regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nosso destino \u00e9 Novo Horizonte, um povoado pr\u00f3ximo a S\u00e3o Jo\u00e3o do Para\u00edso, distrito de Mascote, e nosso objetivo \u00e9 compreender o porqu\u00ea de uma contradi\u00e7\u00e3o: embora esteja situado \u00e0s margens do Rio Pardo, os moradores dessa comunidade enfrentam diariamente a falta de acesso \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"533\" src=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image_processing20250127-804602-2hgxee.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-540\" srcset=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image_processing20250127-804602-2hgxee.webp 800w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image_processing20250127-804602-2hgxee-300x200.webp 300w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image_processing20250127-804602-2hgxee-768x512.webp 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Vista do povoado de Novo Horizonte, distrito de Mascote (BA) \/ Helenna Castro<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>N\u00f3s, comunicadores, pela primeira vez naquela comunidade, n\u00e3o conseguimos conter o encantamento com a beleza do local. As casas pequenas e coloridas, os jardins, os bares com belas vistas para o rio, a igreja no ponto mais alto da comunidade, a vocaliza\u00e7\u00e3o das aves. Entretanto, havia pouco movimento, algumas estruturas com sinal de abandono, um paradeiro geral.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 primeira vista, notava-se um rio mais preservado do que sua parte que passa em Mascote, sem tantos sinais de assoreamento e com grandes \u00e1reas de mata ciliar. Ali, o Pardo tamb\u00e9m recebe um afluente, o Rio Panel\u00e3o. Encontramos um pescador que explicou que o Panel\u00e3o nascia em Camacan e recebia esgoto e agrot\u00f3xicos no seu curso.&nbsp;Por conta disso, a pesca se tornava mais dif\u00edcil, ele conta insatisfeito. De fato, quase n\u00e3o vimos movimento no rio, apenas uma pequena embarca\u00e7\u00e3o passou enquanto convers\u00e1vamos com o pescador. Em outros pontos n\u00e3o havia ningu\u00e9m tomando banho, apenas mais adiante um grupo de mulheres lavava roupas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"533\" src=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image_processing20250127-804602-va7f9f.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-541\" srcset=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image_processing20250127-804602-va7f9f.webp 800w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image_processing20250127-804602-va7f9f-300x200.webp 300w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image_processing20250127-804602-va7f9f-768x512.webp 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Afluente do Rio Panel\u00e3o encontra o Rio Pardo \/ Hellena Castro<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>N\u00e3o havia muitas lavouras tamb\u00e9m. Visitamos um quintal pouco produtivo de plantio de cacau e pouca diversidade. O senhor nos explicou que quase n\u00e3o tinha tempo para cuidar, pois n\u00e3o residia de fato no povoado. Contou tamb\u00e9m que poucos plantavam em Novo Horizonte. Mais tarde descobrir\u00edamos que houve um processo de apropria\u00e7\u00e3o das terras da comunidade por pecuaristas e empresas de celulose.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&#8216;\u00c1gua tem, s\u00f3 n\u00e3o para beber&#8217;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Entre prosas, fotografias e anota\u00e7\u00f5es, conhecemos no final da manh\u00e3 Dona C\u00e9lia,&nbsp;refer\u00eancia da Articula\u00e7\u00e3o Rio Pardo Vivo e Corrente, quando ela retornava de compromisso na cidade. Ao iniciarmos o di\u00e1logo, perguntamos se poder\u00edamos gravar a conversa e a mesma respondeu com entusiasmo que sim, que era de falar mesmo que ela gostava. Ao longo da conversa, percebemos o porqu\u00ea: Dona C\u00e9lia carrega uma imensa bagagem de luta em defesa de seu territ\u00f3rio, tendo estado \u00e0 frente de v\u00e1rios processos de den\u00fancia, forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e mobiliza\u00e7\u00e3o popular.<\/p>\n\n\n\n<p>Mulher negra, na casa dos sessenta anos, ela consegue conciliar suas diversas tarefas enquanto coordenadora da igreja local, onde tamb\u00e9m desempenha a fun\u00e7\u00e3o de ministra da eucaristia, vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Novo Horizonte, e, claro, de militante em defesa do Rio Pardo, integrando a Articula\u00e7\u00e3o Rio Pardo Vivo e Corrente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0s margens desse rio, em uma paisagem que nos causava deslumbramento, dialogamos sobre as problem\u00e1ticas que a comunidade vem enfrentando nos \u00faltimos anos. Dentre elas, a polui\u00e7\u00e3o das \u00e1guas por esgotos e agrot\u00f3xicos, os monocultivos, a dificuldade de acesso \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica, a falta de transporte p\u00fablico para a zona urbana e o fechamento, h\u00e1 cerca de dois anos, da \u00fanica escola infantil que possuem.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201c\u00c1gua n\u00f3s temos, voc\u00ea viu a\u00ed, mas o que falta \u00e9 o mais importante, que \u00e9 pra beber\u201d, salienta Dona C\u00e9lia.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Com suas casas coloridas, jardins floridos e um rio caudaloso margeado pela Mata Atl\u00e2ntica, Novo Horizonte costumava atrair muitos turistas, especialmente no ver\u00e3o. No entanto, cada vez mais esse cen\u00e1rio vem se alterando, com baixa procura. O principal motivo \u00e9 o n\u00edvel de polui\u00e7\u00e3o do Rio Pardo e seus afluentes, onde s\u00e3o jogados os esgotos de diversas cidades, como\u00a0 Itamb\u00e9, Itapetinga, Pau Brasil e Camac\u00e3. Tamb\u00e9m contaminam estas \u00e1guas os agrot\u00f3xicos utilizados em planta\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o, onde predominam os monocultivos de eucalipto e caf\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"533\" src=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image_processing20250127-804602-fftqgl.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-542\" srcset=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image_processing20250127-804602-fftqgl.webp 800w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image_processing20250127-804602-fftqgl-300x200.webp 300w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image_processing20250127-804602-fftqgl-768x512.webp 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>A beleza da comunidade contrasta com seu abandono, causado principalmente pela polui\u00e7\u00e3o do Rio Pardo \/ Helenna Castro<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m do turismo, as \u00e1guas eram utilizadas por alguns locais para pesca e pela comunidade em geral para o consumo e uso dom\u00e9stico. Atualmente, as pessoas precisam comprar \u00e1gua mineral vendida em gal\u00f5es para beber, fator que tem encarecido o custo de vida para essas fam\u00edlias. Para cozimento de alimentos, lavagem de roupas e banhos n\u00e3o h\u00e1 sa\u00edda: usam a \u00e1gua turva do rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como era de se esperar, a \u00e1gua costuma causar verminoses nas crian\u00e7as. H\u00e1 tempos a comunidade vivencia problemas de pele, como coceiras e vermelhid\u00e3o. Para agravar a situa\u00e7\u00e3o, o posto de sa\u00fade da comunidade n\u00e3o tem regularidade de funcionamento. Segundo Dona C\u00e9lia, os moradores ficam meses sem ter a \u201cvisita\u201d do m\u00e9dico. Quando realizamos a entrevista, a mesma afirmou que j\u00e1 contava tr\u00eas meses completos desde sua \u00faltima vinda, quando teve a sorte de conseguir atendimento \u2014 j\u00e1 que, em uma comunidade majoritariamente idosa, onde vivem cerca de 170 pessoas, s\u00e3o distribu\u00eddas apenas 10 fichas. Caso algu\u00e9m necessite de atendimento com urg\u00eancia, precisa ir \u00e0 zona urbana e, para isso, recorre \u00e0s lota\u00e7\u00f5es, que cobram valores altos, principalmente levando em considera\u00e7\u00e3o a renda dos moradores da comunidade, onde muitos dependem de benef\u00edcios sociais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"533\" src=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image_processing20250127-804602-bz7tib.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-543\" srcset=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image_processing20250127-804602-bz7tib.webp 800w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image_processing20250127-804602-bz7tib-300x200.webp 300w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image_processing20250127-804602-bz7tib-768x512.webp 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>O posto de sa\u00fade da comunidade \u00e9 aberto sem nenhuma periodicidade, deixando os moradores sem atendimento ao longo de meses \/ Helenna Castro<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u00c9 como se um povoado na beira de um rio tivesse sido largado sem \u00e1gua pot\u00e1vel, impedido de pescar, sem direito \u00e0 sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o e sem conseguir desenvolver um turismo. Dona C\u00e9lia lamentou a situa\u00e7\u00e3o especialmente para a juventude, que n\u00e3o consegue permanecer no territ\u00f3rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Acordo n\u00e3o cumprido<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Esse, inclusive, foi um dos temas debatidos em um interc\u00e2mbio de jovens da Bacia do Rio Pardo em Novo Horizonte em novembro de 2023. A Articula\u00e7\u00e3o do Rio Pardo realizou na ocasi\u00e3o a \u201cAudi\u00eancia popular sobre a problem\u00e1tica de acesso \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel em Novo Horizonte\u201d, onde compareceram representantes do poder p\u00fablico, de movimentos sociais, estudantes e pelo pecuarista dono de uma propriedade ao lado do povoado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta fazenda h\u00e1 uma nascente que poderia se tornar uma alternativa para o acesso \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel de Novo Horizonte, se fosse devidamente recuperada, protegida e canalizada para esse fim. A Secretaria de Meio Ambiente, o fazendeiro e a Associa\u00e7\u00e3o de Novo Horizonte acordaram que o poder p\u00fablico iria intermediar junto \u00e0s pastas competentes as a\u00e7\u00f5es de viabilidade do acesso \u00e0 \u00e1gua e o fazendeiro colocou a propriedade \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para as opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o momento, mais de um ano depois da assinatura do acordo, as a\u00e7\u00f5es n\u00e3o foram iniciadas. Os moradores estimam em centenas de reais os gastos em \u00e1gua pot\u00e1vel por m\u00eas enquanto aguardam o cumprimento do acordo. As informa\u00e7\u00f5es aparecem difusas, com not\u00edcias de transporte de equipamentos para as obras e promessas de in\u00edcio das opera\u00e7\u00f5es, mas nada se concretiza, nem mesmo um di\u00e1logo formal sobre a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na ocasi\u00e3o, faz\u00edamos um trabalho em parceria entre o Centro de Estudos e A\u00e7\u00e3o Social e a Comiss\u00e3o Pastoral da Terra na constru\u00e7\u00e3o da 3\u00aa Romaria da Terra e das \u00c1guas de Mascote \u2013 Jacarand\u00e1, organizada pela Articula\u00e7\u00e3o Rio Pardo Vivo e Corrente. Na romaria, realizada em outubro de 2024, foram apresentadas v\u00e1rias den\u00fancias acerca da gest\u00e3o das \u00e1guas pelos munic\u00edpios e a situa\u00e7\u00e3o vivida pelas popula\u00e7\u00f5es que dependem do rio para viver e produzir, entre elas a de Novo Horizonte.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"800\" src=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2024-10-15-at-18.34.39-3-1200x800-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-487\" srcset=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2024-10-15-at-18.34.39-3-1200x800-1.jpeg 1200w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2024-10-15-at-18.34.39-3-1200x800-1-300x200.jpeg 300w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2024-10-15-at-18.34.39-3-1200x800-1-1024x683.jpeg 1024w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2024-10-15-at-18.34.39-3-1200x800-1-768x512.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>3\u00aa Romaria da Terra e das \u00c1guas de Mascote \u2013 Jacarand\u00e1, organizada pela Articula\u00e7\u00e3o Rio Pardo Vivo e Corrente \/ Helenna Castro<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Dona C\u00e9lia e toda a comunidade refletem sobre qual seria o objetivo da falta de a\u00e7\u00e3o do Estado em cumprir um acordo que foi reivindicado pelo povo e firmado entre o poder p\u00fablico e o fazendeiro de forma pac\u00edfica. Nos chama a aten\u00e7\u00e3o a viola\u00e7\u00e3o velada de um direito b\u00e1sico do povo, o acesso \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel onde outro dia a mesma era abundante. Ao fim, percebemos que s\u00e3o facetas de um projeto onde o povo \u00e9 colocado em um lugar de subordina\u00e7\u00e3o para que se avance uma l\u00f3gica de produ\u00e7\u00e3o destruidora dos modos de vida historicamente constitu\u00eddos.<\/p>\n\n\n\n<p>Editado por: Lorena Carneiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sem cumprimento do acordo que permitiria acesso \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel, moradores precisam usar \u00e1gua polu\u00edda para uso dom\u00e9stico Publicado em 27 de janeiro de 2025 em Brasil de Fato. Por\u00a0Helenna Castro\u00a0e\u00a0Mateus Britto Em uma manh\u00e3 de s\u00e1bado, pegamos estrada logo cedo. 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