{"id":744,"date":"2015-07-15T21:41:00","date_gmt":"2015-07-16T00:41:00","guid":{"rendered":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/?p=744"},"modified":"2026-03-26T16:54:04","modified_gmt":"2026-03-26T19:54:04","slug":"rio-pardo-um-rio-marcado-para-morrer-encontro-popular-realizado-em-canavieiras-ba-discutiu-formas-de-evitar-esse-pressagio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/index.php\/2015\/07\/15\/rio-pardo-um-rio-marcado-para-morrer-encontro-popular-realizado-em-canavieiras-ba-discutiu-formas-de-evitar-esse-pressagio\/","title":{"rendered":"\u201cRIO PARDO, UM RIO MARCADO PARA MORRER\u201d: Encontro Popular realizado em Canavieiras-BA discutiu formas de evitar esse\u00a0press\u00e1gio"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>*por\u00a0Jo\u00e3o Marques Chiles<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"2048\" height=\"1150\" src=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/11724733_810046232443892_1738748102_o1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-745\" srcset=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/11724733_810046232443892_1738748102_o1.jpg 2048w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/11724733_810046232443892_1738748102_o1-300x168.jpg 300w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/11724733_810046232443892_1738748102_o1-1024x575.jpg 1024w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/11724733_810046232443892_1738748102_o1-768x431.jpg 768w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/11724733_810046232443892_1738748102_o1-1536x863.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Reprodu\u00e7\u00e3o: Dinei Le\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p id=\"caption-attachment-399\">H\u00e1 menos de um ano caiu em nossas m\u00e3os \u2013 entidades e movimentos sociais \u2013 um document\u00e1rio sobre o Rio Pardo chamado \u201cRio Pardo: um rio marcado para morrer\u201d. Filmado no final dos anos 80 e editado em 90, foi dirigido pelo poeta e videasta Jorge Melquisedeque, funcion\u00e1rio da UESB \u2013 Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia \u2013 de Vit\u00f3ria da Conquista-BA.\u00a0 Com uma linguagem bastante po\u00e9tica den\u00fancia, da nascente a sua foz, os motivos que o levava \u00e0 conclus\u00e3o de que o Rio Pardo estava marcado para morrer.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje percebemos que muito pouco foi feito na defesa do Rio Pardo e que a linguagem denunciante do v\u00eddeo-document\u00e1rio continua extremamente atualizada mesmo vinte e cinco anos ap\u00f3s sua edi\u00e7\u00e3o. Monocultura do&nbsp;<em>Eucalyptus<\/em>&nbsp;sp., grandes barragens, esgotos, res\u00edduos industriais, agroneg\u00f3cio e minera\u00e7\u00e3o foi naquela \u00e9poca e continua sendo &nbsp;apontados como &nbsp;as causas que nos levam a acreditar que sua morte est\u00e1 cada vez mais pr\u00f3xima.<\/p>\n\n\n\n<p>Pensar na defesa de uma bacia hidrogr\u00e1fica como a do Rio Pardo \u00e9 pensar globalmente e agir localmente \u00e9 preciso pensar de forma coletiva e articulado.\u00a0 Por isso, aceitei o convite do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Rio Pardo e do Centro de Agricultura alternativa do Norte de Minas \u2013 CAA, para participar de um evento, com o objetivo de conhecer e avaliar o contexto social, pol\u00edtico, econ\u00f4mico e cultural do Rio Pardo.\u00a0 Este encontro \u2013\u00a0<strong>Encontro Popular da Bacia do Rio Pardo &#8211;<\/strong>\u00a0aconteceu em Canavieiras-BA, na sede da AMEX \u2013 Associa\u00e7\u00e3o M\u00e3e dos Extrativistas da Resex de Canavieiras, de 9 a 11 de julho de 2015.<\/p>\n\n\n\n<p>O encontro teve apoio do F\u00f3rum de Entidades e Movimentos Sociais do Sudoeste da Bahia, Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas Gerais (CAA), Centro de Estudos e A\u00e7\u00e3o Social (CEAS), F\u00f3rum de Luta por Terra Trabalho e Cidadania da Regi\u00e3o Cacaueira e&nbsp;Heks Brasil. Os trabalhos foram iniciados com a exibi\u00e7\u00e3o do&nbsp;document\u00e1rio \u201cRio Pardo: um rio marcado para morrer\u201d e da apresenta\u00e7\u00e3o de um diagn\u00f3stico sobre a bacia do rio Pardo, com dados f\u00edsicos, econ\u00f4micos e sociais e informa\u00e7\u00f5es dos participantes sobre as suas microbacias.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"2048\" height=\"1150\" src=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/11760557_810051342443381_1283170257_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-746\" srcset=\"https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/11760557_810051342443381_1283170257_o.jpg 2048w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/11760557_810051342443381_1283170257_o-300x168.jpg 300w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/11760557_810051342443381_1283170257_o-1024x575.jpg 1024w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/11760557_810051342443381_1283170257_o-768x431.jpg 768w, https:\/\/observatorioriopardo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/11760557_810051342443381_1283170257_o-1536x863.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Jo\u00e3o Chiles (esquerda) participou entre os dias 9 e 12 de julho de um Encontro Popular \u2013 Articula\u00e7\u00e3o Bahia\/Minas Gerais \u2013 na Cidade de Canavieiras, onde o Rio Pardo des\u00e1gua no Oceano Atl\u00e2ntico. Reprodu\u00e7\u00e3o: Dinei Le\u00e3o.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>As possibilidades de atua\u00e7\u00e3o articulada e planejamento de a\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m integraram a pauta do encontro. Com uma metodologia bastante participativa discutimos diversas possibilidades de atua\u00e7\u00e3o articulada em defesa das comunidades populares e tradicionais da Bacia nos estados da Bahia e de Minas Gerais com uma agenda bastante propositiva pela frente que iremos conhecer aos poucos.<\/p>\n\n\n\n<p>Particularmente foi gratificante participar deste encontro, conhecer as diversas lutas, hist\u00f3rias e desafios dos povos e movimentos sociais do m\u00e9dio e baixo Rio Pardo. Mais emocionante ainda foi conhecer sua foz e imaginar cada desafio enfrentado pelas suas \u00e1guas ao longo de seu percurso: Dar vida aos agricultores familiares, produzir agroneg\u00f3cio, gerar energia, suprir a ind\u00fastria, saciar os animais, dissolver o sangue derramado pela cultura cacaueira ao longo dos s\u00e9culos, gerar pescados &nbsp;e ainda locomover muitos habitantes. De sua nascente na serra do Espinha\u00e7o em Montezuma-MG a sua foz no oceano atl\u00e2ntico ainda tem tudo isso para nos oferecer hoje. Ainda tem.<\/p>\n\n\n\n<p>*Publicado em 15 de julho de 2015 em <a href=\"https:\/\/dineileao.wordpress.com\/2015\/07\/15\/rio-pardo-um-rio-marcado-para-morrer-encontro-popular-realizado-em-canavieiras-ba-discutiu-formas-de-evitar-esse-pressagio\/\">Dinei Le\u00e3o<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>*por\u00a0Jo\u00e3o Marques Chiles H\u00e1 menos de um ano caiu em nossas m\u00e3os \u2013 entidades e movimentos sociais \u2013 um document\u00e1rio sobre o Rio Pardo chamado \u201cRio Pardo: um rio marcado para morrer\u201d. 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