“2ª Missão Rio Pardo: um rio marcado para resistir” expõe o problema mineral na Bacia

Encerramento da 2ª Missão Rio Pardo em Canavieiras-BA. Foto: Observatório Rio Pardo.

Entre os dias 27 e 30 de agosto, a Articulação Rio Pardo vivo e Corrente (BA/MG) realizou a 2ª etapa da Missão Rio Pardo: um rio marcado para resistir” nos municípios de Itarantim e Canavieiras (BA). O encontro contou com momentos de formação, atividades de campo e espaços de planejamento coletivo, buscando conectar os processos de luta e resistência nos territórios do Rio Pardo e das microbacias que o alimentam.

Dentro os variados desafios que perpassam as comunidades, a Missão destacou a mineração como uma atividade que está em forte expansão nas porções Alta, Média e Baixa da Bacia do Rio Pardo. Essa expansão se inicia antes da atividade mineral propriamente dita, através da especulação de terras para o início de pesquisas minerais, da pressão sobre pequenos e médios agricultores e comunidades tradicionais e de alterações na dinâmica dos territórios rurais e urbanos.

Dados apresentados pelo Centro de Estudos e Ação Social e pelo Movimento pela Soberania Popular na
Mineração apontaram a existência de mais de 3 mil processos minerários ativos nos 37 municípios da Bacia, na Bahia e em Minas Gerais, chamando a atenção para o crescimento do número de alvarás de pesquisa de minerais estratégicos, como lítio, nióbio e terras raras.

Esses números indicam a possibilidade de um aumento no número de conflitos com a mineração, principalmente sobre a questão da água e dos direitos das comunidades.

Veja números atualizados dos processos minerários na Bacia:

Dados consultados em 21 de outubro de 2026 na ANM (Agência Nacional de Mineração) (https://sl1nk.com/mxRxypY). / Minerais estratégicos levantados a partir da Lei nº 15.506, de 16 de setembro
de 2026.

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